PERDEMOS O CIC FAZ TEMPO
infelizmente a rua Felipe Shimit no centro de Florianópolis, que deveria ser uma rua com bares e entretenimento, transformou-se em uma rua fantasma e de fantasmas.
ao invés de restaurarem os casarões antigos, as autoridades os escondem atrás de compensados para que assim eles apodreçam, a prefeitura deveria comprar estes imóveis. Porque não transformar o centro em algum local cheio de pequenos restaurantes, bares com alvará até as duas, três da manhã...
os centros comunitários são um fracasso, sem contar com os falsos educandários de lata...
a cultura que deveria ser o carro-chefe dessa transformação, não possui uma rigorosa prestação de contas, paga muito abaixo do mercado e aliena um nepotismo arcaico.
Florianópolis precisa de um numero maior de bares, mais gente nas ruas, mais cultura.
um numero maior de salas de cinema, mais entretenimento, mais restaurantes...
cidade que não valoriza ninguém; é uma vitrine novos ricos em colunas sociais cada vez mais caras.
porque o investimento de cultura em estados mais pobres é quatro, cinco vezes maior do que em Santa Catarina ?
por que o teatro do CIC esta fechado a quase 4 anos e ninguém fala nada ?
por que os bancos não investem em centros culturais como é o caso do Badesc (o único) ?
o nepotismo, o fisiologismo, a falta de entender que a política é feita para seres humanos.
eles ganharam o Dragão do mar...ganharam o Circo Voador...e nós perdemos o CIC faz tempo.
Afiando as facas
música, cinema, literatura, política e outras bagatelas.
sábado, 7 de janeiro de 2012
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
cinema - agosto/ 2011
A imoralidade em "Assalto ao banco central"
Se para o escritor argentino Jorge Luís Borges "imagens não passam de incontinências do visual", então o cinema possui em si a capacidade de ser uma arte infinita e mutante. Quando analisamos um filme, os principais argumentos são uma boa direção, bom trabalho de edição (se possível com cortes invisíveis) e principalmente um bom roteiro. O público gosta mesmo é de boas histórias. Muitas vezes esquecemos a qualidade dos atores, usando a percepção apenas para os protagonistas ou famosos, ou seja, os que já fazem sucesso na televisão e nos programas de entretenimento.
O fato que requer mais atenção no filme do diretor Marcos Paulo, estreante em cinema, é a qualidade de todo elenco, os atores instauram uma nova fase para a cinematografia nacional, agora com preparação de elenco e atores de qualidade.
“Assalto ao Banco Central” é baseado em fatos reais. Enfoca o maior assalto a banco no Brasil e o segundo maior assalto a bancos do mundo ocorrido em 2005 quando foram roubados R$ 164 milhões do Banco Central na cidade de Fortaleza. A preparadora de elenco Fátima Toledo (“Central do Brasil” e “Tropa de Elite”), precurssora da profissão no país e com escola constituída em São Paulo, mais uma vez faz um trabalho impecável e profundo, ao transformar os personagens em uma quadrilha de marginais armados e violentos, sem perder sua comicidade, como revelam os atores Gero Camilo (“Bicho de Sete Cabeças” e “Carandiru”) e Tonico Pereira (“A Grande Família”). Ambos estabelecem uma disputa entre o "especialista em buracos de fugas" e o "engenheiro civil comunista", disputa essa que confere leveza ao bando.
O ator Vinícios Oliveira (“Central do Brasil”), que já trabalhou com Fátima e mostrou amadurecimento no filme “Linha de Passe”, apresenta em “Assalto ao Banco Central” a construção de um personagem caricato, um fanático religioso que, de tão ingênuo, chega a ser cômico ao perceber que o plano do roubo proíbe sair da quadrilha, uma determinação do chefe do bando, o protagonista Barão, interpretado por Milhen Cortaz.
O elenco ainda traz brilhantemente Eriberto Leão, Giulia Gam, Lima Duarte e Hermilia Guedes.
O filme enfatiza a ideia de um país com justiça arcaica e sem estrutura, mostra a diferença dos criminosos com diploma e os cavadores de buraco. Vale a pena ser visto porque representa uma ótima oportunidade para entender o que é uma boa ficção feita a partir de fatos reais.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
as três irmãs mais lindas do mundo
gostaria de dizer como foi mágico esse aniversário de dez anos da Traço Cia de Teatro e... talvez seja difícil escrever sobre um espetáculo em que pude acompanhar sua gênese e principalmente contribuir com algum conhecimento musical muito aquém do dramaturgia de Tchekhov, dramaturgia esta tratudiza sensivelmente nos axiomas de linguagem propostos pela diretora Marianne Consentino, a técnica do clown nos faz chorar misturando alegria, tristeza e principalmente poesia, onde o falar de si é o falar das três irmãs mais lindas do mundo (as atrizes Débora de Matos, Greice Miotello e Paula Bittencourt ).
Pelo fato de "Winston" ser um lugar utópico
( como dizia o poema josé de Drummond : "Minas não há mais" ), este abismo imaginário faz com que o público entre em outro universo para tornar-se personagem, a principal vantagem do teatro em relação a outras artes é o fato dele sempre estar ligado com o onírico mesmo em trabalhos com profundo naturalismo. As três irmãs querem encher seus corações de amor e esperam voltar para a capital, possuem poética refinada ao fazer o público mergulhar no universo sensível conduzido pela música pouco descritiva e muito bem arranjada por compassos binários, com canções de Neno Miranda., Gero Camilo e Kléber Albuquerque; a cantora e flautista maranhense Mariella Murgia é acompanhada pelos músicos Cassiano Vendana e Gabriel Junqueira, a luz é delicada sem a necessidade do uso de cores,
o espetáculo está de parabéns.
A Traço é orientada por Walmor Nine Beltrame (o primeiro professor a ensinar-me música para o ritmo da narrativa) e são os atores Egon, Débora, Greice e Paula os principais membros da companhia. Ela possui vários espetáculos em seu repertório e pode ser companhada pelo blog www.tracoteatro.blogspot.com.br
Pelo fato de "Winston" ser um lugar utópico
( como dizia o poema josé de Drummond : "Minas não há mais" ), este abismo imaginário faz com que o público entre em outro universo para tornar-se personagem, a principal vantagem do teatro em relação a outras artes é o fato dele sempre estar ligado com o onírico mesmo em trabalhos com profundo naturalismo. As três irmãs querem encher seus corações de amor e esperam voltar para a capital, possuem poética refinada ao fazer o público mergulhar no universo sensível conduzido pela música pouco descritiva e muito bem arranjada por compassos binários, com canções de Neno Miranda., Gero Camilo e Kléber Albuquerque; a cantora e flautista maranhense Mariella Murgia é acompanhada pelos músicos Cassiano Vendana e Gabriel Junqueira, a luz é delicada sem a necessidade do uso de cores,
o espetáculo está de parabéns.
A Traço é orientada por Walmor Nine Beltrame (o primeiro professor a ensinar-me música para o ritmo da narrativa) e são os atores Egon, Débora, Greice e Paula os principais membros da companhia. Ela possui vários espetáculos em seu repertório e pode ser companhada pelo blog www.tracoteatro.blogspot.com.br
terça-feira, 9 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
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