quarta-feira, 6 de julho de 2011

Longa viagem para Marcia Tiburi

 O que move um artista é o desejo, a vontade mais sincera vive muito distante das algemas químicas ou desdobramentos da loucura, antes de tudo quero deixar claro que não possuo talento para ser aluno de Olavo de Carvalho e muito menos vejo “Filósofos” domingo a tarde no Faustão.
Não viajaria mais de 700 km para ver uma palestra filosófica, mas ao saber que Marcia Tiburi falaria de Foucalt  ( lembrei do meu projeto preso no papel ” musica para instituições psiquiátricas " ) organizei toda minha estadia de um dia em São Paulo para ver esta palestra no meu velho amigo centro cultural Banco do Brasil 
Conto com mais calma : 
 A professora de filosofia paulista Carolina Platero que já havia convidado dias antes pela internet deu-me um bolo e ficou vendo a banda passar na janela, cheguei ofegante as 18:30 em ponto, e quando vi a quantidade de gente para ver Tibure e Thedy Correa no tema "filosofia do rock - legião urbana e Michel Foucalt", notei meu provincianismo e ingênuidade, após pedir para todos por uma chance ( funcionários, produtores, seguranças ) explicando meu complexo caso ainda com as malas na mão, um segurança gentil apontou-me a produtora do evento ( uma morena bonita de cabelo curto que falava incessantemente no telefone olhando o infinito ) passei por perto da produtora algumas vezes olhando em seus olhos e não fui notado ( e por que deveria ser ? ) , de repente... um rizoma surgiu no meu peito e meus olhos começaram a ficar levemente lubrificados, adentrei o café e fui direto na direção de Marcia, quase perdi a voz, ela sorriu, linda, educada, inteligente, sensível e após deixar o musico da banda "Nenhum de Nós" constrangido, lembrando que sua educação e capacidade lítero-musical dispensam elogios, ela educadamente colocou-me sentado a pensar “ sou apenas um poeta periférico e deveria ter chego a duas horas atrás e ter pego a senha.” Não consegui explicar o quanto era importante aquele encontro, fui mal educado no único momento que precisei não ser.  Depois vaguei um pouco, lembrei da máquina do mundo Drummondiana, sentei e senti uma intensa vontade de chorar, a funcionária Daiane ofereceu-me um pouco de água e para não perder a viagem fui ver a belíssima exposição de M.C. Escher. Refleti,  o amigo de Grotowski anda pela minha aldeia, a beleza de Tibure  é esperança para salvar  o mundo e humildemente no pensamento de  Escher  vou ficando poraqui.
“ as vezes parece-me que ficamos aflitos e possuídos por um desejo pelo impossível, buscamos o não natural ou o sobrenatural, aquilo que não existe, um milagre. "

5 comentários:

  1. Je Teixeira - Soube que a exposição do Escher estava incrível! Queria muito ter visto. Bjo Neno e parabéns pelo blog, eu adoro!!

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  2. obrigado Je, seja bem vinda, ajude-me sempre a melhorar, valeu a força, abraços

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  3. e esse projeto? alias quero saber sobre seus projetos, muito mesmo. beijo grande :)
    Mari

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  4. Neno querido!Gostei demais de seu blog. Adoro você, com este jeito doce, inteligente, cheio de idéias...e as vezes um pouco atrapalhado...risos...que pena..você não conseguiu assistir Marcia Tiburi...você merecia..e como merecia..eu sou testemunha de seu merecimento.
    beijos,
    Fernanda

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  5. obrigado por seguir o blog Fernanda, um forte abraço aqui do sul.

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