quinta-feira, 11 de agosto de 2011

as três irmãs mais lindas do mundo

gostaria de dizer como foi mágico esse aniversário de dez anos da Traço Cia de Teatro e... talvez seja difícil escrever sobre um espetáculo em que pude acompanhar sua gênese e principalmente contribuir com algum conhecimento musical muito aquém do dramaturgia de Tchekhov, dramaturgia esta tratudiza sensivelmente nos axiomas de linguagem propostos pela diretora Marianne Consentino,  a técnica do clown nos faz chorar misturando alegria, tristeza e principalmente poesia, onde o falar de si é o falar das três irmãs mais lindas do mundo (as atrizes Débora de Matos, Greice Miotello e Paula Bittencourt ).
Pelo fato de "Winston" ser um lugar utópico
( como dizia o poema josé de Drummond : "Minas não há mais" ), este abismo imaginário faz com que o público entre em outro universo para tornar-se personagem, a principal vantagem do teatro em relação a outras artes é o fato dele sempre estar ligado com o onírico mesmo em trabalhos com profundo naturalismo. As três irmãs querem encher seus corações de amor e esperam voltar para a capital, possuem poética refinada ao fazer o público mergulhar no universo sensível conduzido pela música pouco descritiva e muito bem arranjada por compassos binários, com canções de Neno Miranda., Gero Camilo e Kléber Albuquerque; a cantora e flautista maranhense Mariella Murgia é acompanhada pelos músicos Cassiano Vendana e Gabriel Junqueira, a luz é delicada sem a necessidade do uso de cores,
o espetáculo está de parabéns.
A Traço é orientada por Walmor Nine Beltrame (o primeiro professor a ensinar-me música para o ritmo da narrativa) e são os atores Egon, Débora, Greice e Paula os principais membros da companhia. Ela possui vários espetáculos em seu repertório e pode ser companhada pelo blog   www.tracoteatro.blogspot.com.br

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