gostaria de dizer como foi mágico esse aniversário de dez anos da Traço Cia de Teatro e... talvez seja difícil escrever sobre um espetáculo em que pude acompanhar sua gênese e principalmente contribuir com algum conhecimento musical muito aquém do dramaturgia de Tchekhov, dramaturgia esta tratudiza sensivelmente nos axiomas de linguagem propostos pela diretora Marianne Consentino, a técnica do clown nos faz chorar misturando alegria, tristeza e principalmente poesia, onde o falar de si é o falar das três irmãs mais lindas do mundo (as atrizes Débora de Matos, Greice Miotello e Paula Bittencourt ).
Pelo fato de "Winston" ser um lugar utópico
( como dizia o poema josé de Drummond : "Minas não há mais" ), este abismo imaginário faz com que o público entre em outro universo para tornar-se personagem, a principal vantagem do teatro em relação a outras artes é o fato dele sempre estar ligado com o onírico mesmo em trabalhos com profundo naturalismo. As três irmãs querem encher seus corações de amor e esperam voltar para a capital, possuem poética refinada ao fazer o público mergulhar no universo sensível conduzido pela música pouco descritiva e muito bem arranjada por compassos binários, com canções de Neno Miranda., Gero Camilo e Kléber Albuquerque; a cantora e flautista maranhense Mariella Murgia é acompanhada pelos músicos Cassiano Vendana e Gabriel Junqueira, a luz é delicada sem a necessidade do uso de cores,
o espetáculo está de parabéns.
A Traço é orientada por Walmor Nine Beltrame (o primeiro professor a ensinar-me música para o ritmo da narrativa) e são os atores Egon, Débora, Greice e Paula os principais membros da companhia. Ela possui vários espetáculos em seu repertório e pode ser companhada pelo blog www.tracoteatro.blogspot.com.br
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